(19) 3871-2721 | (19) 8302-6060 | (11) 9670-2923
Nextel | (19) 7817-9291 ID 14*100376 | (19) 7817-8014 ID 14*1003759
 
 
TIPOS DE DROGAS METODOLOGIA TRATAMENTOS INTERNAÇÕES REABILITAÇÃO
 
 
TIPOS DE DROGAS - PERTURBADORAS

Perturbadores do "SNC"

Os PERTURBADORES DA ATIVIDADE DO SISTEMA NERVOSO CENTRAL referem-se ao grupo de substâncias que MODIFICAM QUALITATIVAMENTE a atividade do cérebro, ou seja, PERTURBAM, DISTORCEM o seu funcionamento, fazendo com que a pessoa passe a perceber as coisas deformadas, parecidas com as imagens dos sonhos. Este grupo de substâncias é também chamado de PSICODISLÉPTICOS, PSICODÉLICOS, ALUCINÓGENOS, PSICOTOMIMÉTICOS, PSICOMETAMÓRFICOS, ALUCINANTES.

As substâncias que compõem o grupo de PERTURBADORES do SNC são:

[1] Histórico Geral
[2] Anticolinérgicos
[3] Maconha
[4] Crack
[5] Oxy
[6] Cogumelo
[7] LSD-25

[1] HISTÓRICO GERAL DAS DROGAS PERTURBADORAS (OU ALUCINÓGENAS)

A palavra alucinação significa, em linguagem médica, percepção sem objeto, ou seja, a pessoa neste processo de alucinação percebe coisas que não existem. Assim, quando uma pessoa ouve sons imaginários ou vê objetos que não existem, ela está tendo uma alucinação auditiva ou uma alucinação visual, respectivamente.

As alucinações podem aparecer espontaneamente no ser humano em casos de psicoses, sendo que destas a mais comum é a doença mental chamada esquizofrenia. Também podem ocorrer em pessoas que não tem doença mental, mas que tomam determinadas substâncias que são chamadas de alucinógenas, isto é, que "geram" alucinações. Estas drogas são também chamadas de psicotomiméticas por "imitarem" ou "mimetizarem" um dos mais evidentes sintomas das psicoses - as alucinações.

Esses efeitos são também chamados de psicodélicos - termo contestado por alguns autores, pois significa expansão da mente. Tal contestação deve-se ao fato de acreditarem que alucinação nada tem de aumento da capacidade mental; ao contrário, são aberrações, perturbações do perfeito funcionamento do cérebro.

Grande parte das drogas alucinógenas são provenientes de plantas. Estas plantas foram descobertas, em grande parte, por culturas primitivas no passado, que, ao sentirem os efeitos mentais das mesmas, passaram a considerá-las como "plantas divinas", isto é, que faziam com que quem as ingerisse recebesse mensagens divinas, dos deuses, pois elevavam o homem a uma dimensão não material, provocando alucinações. Dessa maneira, esses povos e culturas, em seus rituais acreditavam estar em contato com forças da natureza e suas divindades.

Assim, até hoje em culturas indígenas de vários países o uso de plantas alucinógenas tem este significado religioso. Seu uso é basicamente ritual ou de cura. No entanto, também são utilizadas para fins ritualísticos, fora do contexto cultural de origem, com a finalidade apenas de provocar alucinações.

As drogas perturbadoras tiveram seu uso popularizado na década de 60, com o movimento hippie. Este fenômeno sócio-cultural tratava-se de uma revolta contra os valores exclusivamente unitilitaristas, competitivos e materialistas, incorporados ao modo de vida das sociedades indústriais que colocavam em segundo plano os sentimentos mais íntimos e as necessidades místico-religiosas. Denunciando certas características de alheamento da sociedade indústrial, os hippies incluíam o uso de tais drogas em sua contestação à procura do "flower-power" (poder das flores). Nesta época, cresceu assustadoramente o número de pessoas que passaram a fazer uso de drogas alucinógenas como manifestação simbólica dos seus ideais.

Voltar ao Menu

[2] ANTICOLINÉRGICOS

Diz-se das substâncias antagonistas da ação de fibras nervosas parassimpáticas que liberam Acetilcolina, ou seja, que inibem a produção da Acetilcolina.

[A] MEDICAMENTOS
[B] PLANTA

[A] ANTICOLINÉRGICOS: MEDICAMENTOS - ASPECTOS HISTÓRICOS E CULTURAIS

As drogas anticolinérgicas podem ser sintetizadas em laboratório. Em doses elevadas, além dos efeitos no nosso corpo, são capazes de alterar as nossas funções psíquicas.

Estes MEDICAMENTOS têm utilidade terapêutica no tratamento da Síndrome de Parkinson e como antiespasmódico. Foram usados durante a Segunda Guerra Mundial por organismos militares, que viram neles um "soro da verdade", pois na aplicação parenteral levam a um estado torporoso, com especial tendência à sugestibilidade, liberando barreiras conscientes de defesa.

ANTICOLINÉRGICOS (MEDICAMENTOS) - EFEITOS FÍSICOS E PSÍQUICOS

Absorvido em quantidades maiores do que a dose terapêutica, o produto provoca alterações mentais como alucinações e delírios, com duração de 48 horas. Consumido junto com outras drogas, como inalantes e maconha, o efeito pode durar mais tempo ainda, iniciando pela sensação de "barato" na cabeça, ou no corpo todo, seguida de alterações na percepção de cores/sons, terminando com sensações de estranheza, medo, confusão mental, idéias de perseguição, dificuldades de memória - síndrome que adota a forma de um surto psicótico agudo. O potencial de dependência parece elevado, com alta toxicidade, evoluindo para alterações crônicas.

OUTROS EFEITOS

As drogas anticolinérgicas são capazes de produzir muitos efeitos periféricos. Assim, as pupilas ficam muito dilatadas, a boca seca e o coração dispara. Os intestinos ficam paralisados - tanto que são usados MEDICAMENTOS como antidiarréicos - e a bexiga fica "preguiçosa" ou há retenção de urina.

Os Anticolinérgicos podem produzir, em doses altas, grande elevação da temperatura - que chega, às vezes, até a 40-41 graus. Nestes casos, não muito comuns, a pessoa apresenta-se com a pele muito seca e quente com vermelhidão principalmente no rosto e pescoço. Esta temperatura elevada pode provocar convulsões (ataques). São, por isto, bastante perigosas.

Existem pessoas também que descrevem ter "engolido a língua" e quase se sufocarem por causa disto. Ainda, em casos de dosagem elevada, o número de batimentos do coração sobe exageradamente, podendo chegar acima de 150 batimentos por minutos. Estas drogas não desenvolvem tolerância no organismo e não há descrição de síndrome de abstinência após a parada de um uso contínuo.

[B] ANTICOLINÉRGICOS: PLANTA (DATURA) - ASPECTOS HISTÓRICOS E CULTURAIS

Em 1866, um médico na Bahia descreveu um quadro apresentado por dois escravos: "Fui chamado a visitar estes doentes no dia seguinte, às 8 horas da manhã. Já podiam caminhar, mas estavam trôpegos e hallucinados, vendo objectos himaginários, phantasmas, ratos a passear pela camara, etc., de que procuravam fugir dirigindo-se para a porta. Ambos tinham as pupilas dilatadas (...), a boca e faces nada ofereciam de notável (...). Na panela que servira para fazer o cozimento, estavam dois ramos com muitas folhas e algumas flores rudimentares, de uma planta que reconheci ser a trombeteira (Datura arborea, Lin)".

Além dos MEDICAMENTOS, as drogas anticolinérgicas podem ser de origem vegetal. Neste caso, a planta Datura arborea sintetiza substâncias (atropina e/ou escopolamina) que produzem efeitos anticolinérgicos.

ANTICOLINÉRGICOS (PLANTA) - EFEITOS FÍSICOS E PSÍQUICOS

Esta droga é capaz de produzir muitos efeitos periféricos. Assim, as pupilas ficam dilatadas, a boca seca e o coração pode disparar. Provoca retenção de urina e paralisia das funções intestinais.

Produz delírios e alucinações, que dependem da personalidade e sensibilidade de quem ingeriu a substância. Esta droga não desenvolve tolerância no organismo e não há descrição de síndrome de abstinência.

Em doses elevadas, podem produzir grande elevação da temperatura (apresentação da pele muito seca e quente com vermelhidão principalmente no rosto e pescoço) que pode provocar convulsões (ataques). O número de batimentos cardíacos sobe exageradamente, podendo chegar até acima de 150 batimentos por minuto.

NOMES POPULARES: Lírio, Zabumba, Trombeta, Trombeteira, Cartucho, Véu de Noiva, Saia Branca

Voltar ao Menu

[3] MACONHA - ASPECTOS HISTÓRICOS E CULTURAIS

Maconha é o nome dado, aqui no Brasil, a uma planta chamada cientificamente de "Cannabis Sativa", conhecida há séculos e que cresce naturalmente em várias partes do globo, podendo ser facilmente cultivada e sendo encontrada em todos os continentes. Seu plantio foi incentivado durante muitos séculos devido à utilização de seus talos para a fabricação de cordas, fibras têxteis, palitos e até papel. Todavia, é das folhas, bem como de seus topos floridos, que se extrai a substância ativa conhecida como "THC Delta 9 Tetrahidrocanabinol".

Os produtos da "Cannabis Sativa" podem ser consumidos por via pulmonar (fumada) ou por via oral (comidos), como ocorre nas populações indígenas.

Originaria da Ásia Central, seus primeiros registros históricos são de mais de 200 anos a.C. na China, no Egito e na Índia. Foi empregada com fins terapêuticos na China e descrita pelo imperador Shen Nung como analgésico. Seu emprego medicinal tem uma longa tradição entre povos africanos e asiáticos, mas também já era utilizada como desinibidora pelos gregos e os indianos há 1000 anos a.C.; utilizavam-na para "libertar a mente de coisas mundanas". Seu consumo é tradição secular em alguns países, principalmente naqueles onde o consumo de álcool é proibido.

Parece ter sido introduzida nas Américas pelos espanhóis, que fizeram as primeiras plantações no Chile, no século XVI. O hábito de fumar ou ingerir folhas e sementes da Cannabis é antigo, vinculado a práticas religiosas de muitos povos.

Na segunda metade do século XIX, escritores e intelectuais franceses fornecem as primeiras descrições do uso recreativo desta preparação no Ocidente. Há séculos, ele fazia parte do arsenal de medicina popular em vários países e, ao final do século XIX, fez parte de vários MEDICAMENTOS produzidos por respeitáveis laboratórios farmacêuticos dos Estados Unidos. Era indicada como analgésico, antiespasmódico e dilatador dos brônquios.

O interesse médico pela Cannabis diminui no início do século XX em detrimento da morfina e dos barbitúricos, que ofereciam melhores resultados. Hoje em dia, seu emprego terapêutico é quase nenhum. Em pesquisas recentes, é reconhecida como MEDICAMENTO em pelo menos duas condições clínicas: reduz ou abole as náuseas e vômitos produzidos por médicamentes anticâncer e tem efeito benéfico em alguns casos de epilepsia.

Considerada como "droga da moda" nos anos 60, no auge da contestação hippie (junto com o LSD-25), a maconha continua a ser muito usada até hoje, em particular entre os jovens, mas perdeu o seu destaque em favor dos inalantes, nas classes desfavorecidas, e da cocaína, nas classes média e alta.

O haxixe é uma substância mais ativa, extraída da própria maconha. Enquanto a maconha contém 1% de THC, o haxixe contém até 14%. Pouco comum entre nós, é em sua maior parte, produzido no norte da África, Paquistão, Nepal, Líbano e Turquia, sendo contrabandeado para os Estados Unidos e Europa, onde seu preço é elevado. A faixa da população que usa o haxixe é a mesma que usa a maconha, mas observa-se que a maconha é mais comum entre aqueles que estão iniciando-se no hábito ou que o fazem esporadicamente. O haxixe é mais encontrado entre aqueles já iniciados e fumantes contumazes, que necessitam doses mais potentes da droga. É moldado em pequenas barras ou bolos de cor marrom escura e seu óleo é bem mais potente.

No Brasil, atribui-se a origem da maconha aos escravos africanos trazidos para cá, sendo inicialmente utilizada por índios e negros - o que talvez justifique a associação de seu nome à marginalidade, mostrando que as origens dessa crença são mais culturais do que farmacológicas, já que a maconha é a droga ilícita de uso mais freqüente e alvo de muitas controvérsias, pois enquanto uns condenam seu uso alegando que é uma porta de entrada à delinqüência, outros a inocentam.

MACONHA - EFEITOS FÍSICOS E PSÍQUICOS

Podem ser físicos (ação sobre o próprio corpo ou parte dele) e psíquicos (ação sobre a mente). Esses efeitos sofrerão mudanças de acordo com o tempo de uso que se considera, ou seja, os efeitos são agudos (isto é, quando ocorrem apenas algumas horas após fumar) e crônicos (conseqüências que aparecem após o uso continuado por semanas, meses ou mesmo anos).

Os efeitos físicos agudos são muito poucos: os olhos ficam meio avermelhados, a boca fica seca e o coração dispara (de 60-80 batimentos por minuto pode chegar a 120-140 ou até mais).

Os efeitos psíquicos agudos dependerão da qualidade da maconha fumada e da sensibilidade de quem fuma. Para uma parte das pessoas, os efeitos são uma sensação de bem-estar acompanhada de calma e relaxamento, de diminuição da fadiga e vontade de rir. Para outras pessoas, os efeitos são mais desagradáveis: sentem angústia, ficam aturdidas, temerosas de perder o controle da cabeça, trêmulas e suando. É o que, comumente, chamam de "má viagem". Há, ainda, evidente perturbação na capacidade da pessoa calcular tempo e espaço e um prejuízo da memória e atenção.

Aumentando-se a dose e/ou dependendo da sensibilidade, os efeitos psíquicos agudos podem chegar até a alterações mais evidentes, com predominância de delírios e alucinações. O delírio é uma manifestação mental pela qual a pessoa faz um juízo errado do que vê ou ouve. Neste caso, há mania de perseguição (delírios persecutórios). A mania de perseguição pode levar ao pânico e, conseqüentemente, a atitudes perigosas ("fugir pela janela", agredir as pessoas em "defesa" antecipada contra agressão que julga estar sendo tramada). Já a alucinação, que é uma percepção sem objeto, pode ter fundo agradável ou terrificante.

Já os efeitos físicos crônicos da maconha são maiores. Com o continuar do uso, vários órgãos do corpo são afetados. Os pulmões são um exemplo disso, levando a problemas respiratórios (bronquites), porém, a maconha contém alto teor de alcatrão (maior que no cigarro comum) e nele existe uma substância chamada benzopireno, conhecido agente cancerígeno. Ainda não está provado cientificamente que a pessoa que fuma maconha cronicamente está sujeita a contrair câncer dos pulmões com maior facilidade. Mas, os indícios, de que assim possa ser, são cada vez mais fortes.

Outro efeito físico indesejável do uso crônico da maconha refere-se à testosterona, ou hormônio masculino. Já existem muitas provas de que a maconha diminui em até 50-60% a quantidade de testosterona. Em conseqüência, o homem apresenta um número bem reduzido de espermatozóides no líquido espermático, o que leva a uma "infertilidade". Este efeito desaparece quando a pessoa deixa de fumar a planta. É também importante dizer que o homem não fica impotente ou perde o desejo sexual, ele fica somente estéril.

Há, ainda, os efeitos psíquicos crônicos da maconha. Sabe-se que o uso continuado da maconha interfere na capacidade de aprendizagem e memorização e pode induzir um estado de amotivação. Além disso, a maconha pode levar algumas pessoas a um estado de dependência, isto é, elas passam a organizar sua vida de maneira a facilitar o uso da maconha, sendo que tudo o mais perde o seu valor.

NOMES MAIS CONHECIDOS: Maconha, haxixe, cânhamo, bangh, ganja, diamba, marijuana, marihuana.

NOMES POPULARES: Baseado, erva, tora, beise, fumo, bagulho, fininho.

Voltar ao Menu

[4] CRACK - ASPECTOS HISTÓRICOS E CULTURAIS

O crack é uma droga, geralmente fumada, feita a partir da mistura de pasta de cocaína com bicarbonato de sódio. É uma forma impura de cocaína e não um sub-produto. o nome vem do verbo "to crack" (em inglês, quebrar), devido aos pequenos estalidos produzidos pelos cristais (as pedras) ao serem fumados, como se quebrassem. Em relação ao seu preço, é uma droga mais barata que a cocaína.

A fumaça produzida pela queima da pedra de crack chega ao sistema nervoso central em cerca de 10 segundos, pela grande área de absorção pulmonar, e seu efeito dura de 3 a 10 minutos, causando uma euforia maior que a cocaína, e depois levando a uma grande depressão, que por sua vez leva o usuário a usar de novo para compensar o mal-estar, provocando intensa dependência. Não raro o usuário tem alucinações e paranóia (ilusões de perseguição).

O crack substituiu o uso de cocaína por via intravenosa, já que seu efeito é tão potente quando. A forma de uso também favoreceu a sua disseminação, já que basta um cachimbo, na maioria das vezes improvisado, como por exemplo, uma lata de alumínio furada.

A história do crack está diretamente relacionada com a da cocaína, droga que surgiu nos anos 60 e que, na época, era consumida por grupos de amigos em contexto recreativo. No entanto, a cocaína era uma droga cara, apelidade de "droga dos ricos". Esse foi o principal motivo para a criação de uma cocaína mais acessível.

De fato, a partir da década de 70 começaram a misturar a cocaína com outros produtos e conforme outros métodos. Foi assim que surgiu o crack, obtido por meio do aquecimento de uma mistura de cocaína, água e bicarbonato de sódio. Na década de 80, o crack se tornou muito popular, principalmente entre as camadas mais pobres dos Estados Unidos.

CRACK - EFEITOS FÍSICOS E PSÍQUICOS

O crack eleva a temperatura do corpo, podendo causar um acidente vascular cerebral. Também causa a destruição de neurônios e provoca a degeneração dos músculos do corpo (rabdomiólise), o que dá aquela aparência esquelética ao usuário (ossos da face saliente, braços e pernas finas e costelas aparentes).

O crack inibe a fome, sendo que o usuário só se alimenta quando não está sob seu efeito narcótico. Outro efeito é o excesso de horas sem dormir, podendo deixar o dependente facilmente doente.

No caso do crack, com apenas 3 ou 4 doses, às vezes até mesmo na primeira vez, o usuário se torna completamente viciado. Após algum tempo de uso, o dependente continua a consumi-la apenas para fugir do desconforto da síndrome de abstinência: depressão, ansiedade e agressividade.

Essa agressividade se apresenta na forma de quadros de extrema violência, a princípio contra a própria família, desestruturando-a em todos os aspectos. Depois, como consequência, volta-se contra a sociedade em geral, com visível aumento do número de crimes relacionados a este vício.

O consumo de crack fumado em latas de alumínio improvisando cachimbos, faz com que o dependente ingira alumínio, apresentando um sério dano neurológico. Estudos mostram o aumento do alumínio sérico em usuários de crack.

Voltar ao Menu

[5] OXI - ASPECTOS HISTÓRICOS E CULTURAIS

Oxidado, crack oxidado ou oxi é um tipo de droga derivada da cocaína de uso altamente viciante. Trata-se de uma mistura de base livre de cocaína oxidada (cerca de 80% da composição da droga) e combustível (querosene, gasolina e diesel com cal ou permanganato de potássio), no entanto a droga não possui uma composição característica, pois é fabricada de acordo com receitas "caseiras". O nome é uma abreviação para crack oxidado. Seu efeito é 5 vezes mais potente que o crack.

Surgiu no Brasil entrando pelo Acre, vinda da Bolívia e Peru, na década de 90. De janeiro a maio de 2011, a polícia de São Paulo já apreendeu cerca de 60 quilos da droga na recião conhecida como "Cracolândia".

O oxi é fumado, assim como o crack. Utiliza-se cachimbo ou lata de alumínio perfurada. Em alguns casos é utilizado triturado, misturado a cigarros de tabaco ou maconha, ou ainda em forma de pó, aspirado pelo nariz.

OXI - EFEITOS FÍSICOS E PSÍQUICOS

Os efeitos do oxi ainda não são totalmente conhecidos, podendo variar dependendo da concentração e da frequência com que é consumido. Logo que consumida, a droga provoca queimaduras nos lábios e fossas nasais, (com provável perda dos dentes). Quando chega aos pulmões, a droga entra na corrente sanguínea pelos alvéolos pulmonares em até 8 segundos. Já na corrente sanguínea, causa taquicardia e contrai os casos sanguíneos, aumentando os riscos de hipertensão e infarto. No sistema digestório, acelera os movimentos peristálticos, causando vômitos e diarréias, e inflamando o fígado e os rins.

As doenças e os efeitos imediatos causados pelo oxi são, entre outros, enfisema, derrame cerebral, dificuldades no raciocínio e memória, infarto, desidratação (causada pelos vômitos e diarréias), alucinações, insônia e aumento da agressividade. O oxi tem um efeito muito mais devastador comparado a outras substâncias utilizadas no Brasil.

Há um grande aumento do consumo pelos usuários da droga em relação ao crack. Um dos principais motivos para isso é o seu preço: em média R$ 2,00. Seus efeitos também produzem um desejo maior de consumo, promete euforia duas vezes maior que a cocaína.

As reações são muito fortes, devido aos componentes químicos. Lesões precoces no sistema nervoso central e degeneração das funções hepáticas são comuns.

Voltar ao Menu

[6] COGUMELO - ASPECTOS HISTÓRICOS E CULTURAIS

Seu uso ritual é bastante antigo no México. Sabe-se que o "cogumelo sagrado" atualmente ainda é utilizado por bruxos, em seus rituais, e por alguns pajés. É chamado pelos índios astecas do México de "carne dos deuses", sendo considerado sagrado por certas tribos. Tem o nome cientifico de "Psylocybe mexicana" e dele pode-se extrair uma substância com forte poder alucinógeno: a psilocibina.

No Brasil, temos pelo menos duas outras espécies de cogumelos alucinógenos: o "Psylocibe cubensis" e a espécie do gênero "Paneoulus".

Um caso real conta:
"Um jovem arquiteto coleta vários cogumelos. Prepara-os num liquidificador, com leite e leite condensado. Guarda essa mistura na geladeira de sua casa. Mais tarde, com grande sentimento de culpa, depara com sua avó, que bebera a mistura pensando tratar-se de batida de frutas ou vitamina, meio aterrorizada na sala de visitas, com a TV ligada, e discutindo amargamente com os personagens da novela - que haviam saído do aparelho e estavam pela sala."

COGUMELO - EFEITOS FÍSICOS E PSÍQUICOS

Os sintomas físicos são poucos salientes. Podem aparecer dilatação das pupilas, suor excessivo, taquicardia, náuseas e vômitos. Não há desenvolvimento de tolerância; também não induzem dependência e não ocorre síndrome de abstinência.

Produzem alucinações e delírios. Estes efeitos são maleáveis e dependem de várias condições, como personalidade e sensibilidade do indivíduo. Pode também provocar hilaridade e euforia.

Estas alucinações podem ser agradáveis. Em outras ocasiões, os fenômenos mentais podem ser desagradáveis (visões terrificantes, sensações de deformação do próprio corpo).

Um dos problemas preocupantes deste alucinógeno, bem como da Datura, Daime, Peyote e o LSD-25, é a possibilidade, felizmente rara, da pessoa ser tomada de um delírio persecutório, delírio de grandeza ou acesso de pânico e, em virtude disto, tomar atitudes prejudiciais a si e aos outros.

NOMES POPULARES: Chá, cogu

 

Voltar ao Menu

[7] LSD-25 - ASPECTOS HISTÓRICOS E CULTURAIS

O LSD-25 (abreviação de Dietilamida do Ácido Lisérgico) é uma substância sintética fabricada em laboratório.

Foi descoberto, em 1943, por um cientista suíço, Albert Hoffman, que estudava alcalóides (substâncias encontradas nos vegetais), extraídos de fungos que atacam o centeio e cereais. Este cientista trabalhava com os alcalóides da Ergotina, sobretudo a Dietilamida do Acido Lisérgico, substância que ele próprio, cinco anos antes (1938), havia composto a partir da associação experimental da Dietilamida do Ácido Lisérgico-25 e cuja fórmula final resultou no tratamento de destro-dietilamida do ácido lisérgico-25 ("este nome indica, além da combinação química básica, que a droga desvia a luz polarizada para a direita-destro, é solúvel na água e foi a vigésima quinta de uma série de anotações experimentais").

Seu interesse pela ergotina baseava-se numa expectativa gerada desde a Idade Média, a propósito de uma peste que era conhecida, devido ao excessivo ardume que causa na pele, como "fogo sagrado" ou "fogo de Santo Antão" - causada pelo contato direto com um fungo (um cogumelo conhecido popularmente por Ergot e que comumente cresce atado à planta do centeio). Esta substância foi ingerida acidentalmente pelo cientista, ao aspirar pequeníssima quantidade de pó, num descuido de laboratório, provocando estranhos efeitos como distorções visuais, perceptuais e alucinações.

Em 1960, apareceram os primeiros relatos do uso do LSD-25 entre jovens e adultos, influenciados pelo movimento hippie. Em 1968, o LSD-25 foi proibido, mas continuou sendo produzido em laboratórios clandestinos.

Normalmente, o LSD-25 é encontrado em minúsculos pedaços de papel, "selos" embebidos da substância.

Esporadicamente sabe-se do uso de LSD-25 no Brasil, principalmente por pessoas das classes mais favorecidas. O Ministério da Saúde do Brasil não reconhece nenhum USO TERAPÊUTICO do LSD-25 (e de outros alucinógenos) e proíbe totalmente a produção, comércio e uso do mesmo no território nacional.

LSD-25 - EFEITOS FÍSICOS E PSÍQUICOS

O LSD-25 produz uma série de distorções no funcionamento do cérebro, alterando as funções psíquicas. Tais alterações dependem muito da sensibilidade da pessoa, do seu estado de espírito no momento em que tomou a droga e do ambiente em que se deu a experiência.

As alucinações, tanto visuais quanto auditivas, podem trazer satisfação (boa viagem) ou deixar a pessoa extremamente amedrontada (má viagem, "bode").

Outro aspecto refere-se aos delírios. Estes são chamados juízos falsos da realidade, isto é, há uma realidade, um fato qualquer, mas a pessoa delirante não é capaz de avaliá-lo corretamente, podendo desencadear também estados psicóticos como pânico e sentimentos paranóicos.

O LSD-25 produz poucos efeitos no resto do corpo. A pulsação pode ficar mais acelerada, as pupilas podem ficar dilatadas, além de ocorrer sudoração e certa excitação. São raros os casos de convulsão. Mesmo as doses muito fortes não chegam a intoxicar seriamente a pessoa do ponto de vista físico. Não leva comumente a estado de dependência e não há descrição de síndrome de abstinência. A tolerância desenvolve-se muito rapidamente, mas também há desaparecimento rápido da mesma com o parar do uso.

O perigo do LSD-25 está no fato de que, pela perturbação psíquica, há perda da habilidade de perceber e avaliar situações comuns de perigo. Há descrições de casos de comportamento violento e de pessoas que, após tomarem o LSD-25, passaram a apresentar por longos períodos depressão ou mesmo acessos psicóticos.

O "flashback" é uma variante dos efeitos a longo prazo - semanas ou até meses após a sua utilização, a pessoa passa repentinamente a ter todos os sintomas psíquicos daquela experiência anterior, sem ter tomado de novo a droga.

NOMES POPULARES: Acido

Voltar ao Menu

 
 
Monte Rey - Clínica Terapêutica - Tratamento para dependentes químicos de álcool e outras drogas
Escritório: Rua Raymundo Bissoto, 319 - Jd. Primavera - Valinhos - SP
(19) 3871-2721 - (19) 8302-6060 - (11) 9670-2923
Nextel (19) 7817-9291 ID 14*100376 | (19) 7817-8014 ID 14*10033759

monterey@monterey.org.br
  Clinica Monterey