Internação

Voluntária

– A internação voluntária se faz quando o paciente está consciente das perdas promovidas pelo uso de álcool e/ou drogas, procurando ajuda para desintoxicação e sua recuperação. Se dá com o consentimento do dependente. Os pacientes optam por um regime de internação para mais facilmente proceder a desintoxicação e encontrar um ambiente propício, com recursos para a recuperação de um modo de vida saudável.

– A dependência química, sobretudo em casos de drogas como o crack, costuma deixar o indivíduo refém da substância, sem a capacidade de avaliar o mal que ela faz a si e às pessoas que estão próximas. Com isso, por mais evidentes que sejam os danos causados pela dependência (no trabalho, nos estudos, nas relações sociais e afetivas), o dependente químico rejeita qualquer possibilidade de tratamento.

– A família, por outro lado, muitas vezes pega de surpresa, não sabe que atitude tomar diante de uma situação tão séria. E neste caso, a decisão mais correta é internar a pessoa, ainda que contra sua vontade. A possibilidade de recuperação deve prevalecer sobre a certeza de que as drogas levam a caminhos que vão da desorganização familiar até a morte por overdose ou outras consequências do uso de substâncias.

– Há casos em que o dependente químico já passou por uma série de internações voluntárias em comunidades terapêuticas, grupo de autoajuda, sem sucesso, e por isso não queira mais se tratar, por mais que o problema persista. Nestas ocasiões a internação involuntária também é recomendada, desde que realizada por profissionais capacitados, em clínica especializada no tratamento.

– Vale destacar que a família, quando decidir pela internação involuntária, deve verificar se a instituição tem autorização legal e possui equipe profissional capacitada tanto para a remoção do paciente quanto para a realização do tratamento em uma clínica especializada.

– Lei regularizadora – http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/leis_2001/l10216.htm

T C C-Pós-tratamento dependentes quimicos

 O póstratamento,atraves da terapia cognitiva comportamental, é o tipo mais acessível de tratamento, não só pelo seu menor custo, como pelas “vantagens” que ele apresenta. Procura tratar a pessoa sem tirá-la do ambiente no qual ela vive e nem afastá-la das tarefas do dia-a-dia. Também é possível desenvolver com o paciente um tipo de atendimento mais longo que inclua reinserção social, prevenção de recaída, etc. Quando o paciente é encaminhado para um serviço ambulatorial, a família deve estar envolvida no tratamento sendo que o paciente deve ter consciência da sua responsabilidade no processo. O terapeuta , neste momento, orienta a família com relação à importância do problema e funciona como retaguarda do paciente, acolhendo-o sempre que necessário.

Gerenciamento de caso- online

A modalidade de tratamento com gerenciamento online de caso que no momento é a maneira mas eficaz de póstratamento .
Essa é uma conclusão de anos de trabalhos dedicados em clinica para tratamento da dependentes quimicos e reinserção social.

Reinserção social online para dependentes quimicos,de alcool e outras drogas.O programa é de reabilitação-online, psico-social. Conscientização da relação familiar .Abordagens sobre: Riscos e prejuízos; Busca de qualidade de vida; Reduzir os danos pelo uso abusivo das drogas; Definir estratégias de enfrentamento das situações de risco e prevenção a recaídas;

O tratamento para dependentes quimicos online ,
É um projeto terapêutico que na atualidade, tem uma grande aceitação. A terapia online é cada vez
mais utilizada e o seu sucesso é crescente.

É feita uma consulta  online para a avaliação da situação do paciente
e definição para verificar a melhor estratégia terapêutica do caso.
São analisadas as motivações de cada pedido e a metodologia
terapêutica adequada para cada pessoa.

O terapeuta procura manter uma relação aberta,
compreensiva, afetuosa e profunda com o dependente para definir uma
estratégia de tratamento.

Consulta: Terapia Familiar

– Este é um recurso utilizado pelo terapeuta para um bom suporte social e familiar e ter uma boa concordancia nas sugestões terapeuticas .

Compulsória

– É avaliada por um juiz, usada nos casos em que a pessoa esteja correndo risco de morte devido ao uso de drogas ou de transtornos mentais. Essa ação, usada como último  recurso, ocorre mesmo contra a vontade do paciente e ou da família.

Desde 2001 discute-se se a internação compulsória de usuários de drogas é valida ou não. Enquanto isso, cerca de cinco mil viciados foram internados involuntariamente nos últimos oito anos no Estado de São Paulo.

A partir da publicação da Lei 10.216, de 2001, considera-se legal a medida utilizada para internação dos dependentes. A lei em referência dispõe sobre a proteção e os direitos das pessoas portadoras de transtornos mentais e traz alguns direitos aos portadores de transtornos mentais (especialmente os causados por drogas) como: o tratamento com humanidade e respeito e no interesse exclusivo de beneficiar a saúde, visando alcançar a recuperação pela inserção na família e no trabalho; ser protegida contra todas as formas de abusos e exploração; ter direito à presença médica para esclarecer a necessidade ou não da hospitalização involuntária.

Ressalta-se que os tipos de internação são três: a internação voluntária, que se dá pelo consentimento do usuário; a internação involuntária, gerada sem o consentimento do usuário, mas com solicitação de terceiro; e a internação compulsória, determinada pela Justiça.

A internação involuntária, que é a que vem ocorrendo nos últimos anos, necessita ser comunicada pelo responsável técnico do estabelecimento ao Ministério Público Estadual em um prazo de setenta e duas horas. Já o término da internação ocorrerá por solicitação dos familiares, pelo responsável legal ou pelo especialista responsável.

A internação compulsória, conforme dispõe a lei, será determinada pelo juiz competente, que levará em conta as condições de segurança do estabelecimento, quanto à salvaguarda do paciente, dos demais internados e funcionários.

Quanto à ação para o combate às drogas na cracolândia, o governador de São Paulo se diz contra a internação involuntária por acreditar que a probabilidade de sucesso no tratamento de alguém que não está disposto a se tratar é muito menor; ainda informou que tentará fazer com que seja internado, voluntariamente, o maior número de pessoas dependentes químicas possíveis e estimou que o número de internados por dia é de seis pessoas. Número considerado pequeno, levando-se em conta os dois mil usuários frequentadores da área da cracolândia. Ainda para o governador, o mais importante para se evitar o uso de drogas (principalmente o crack) é combater os grandes traficantes e controlar as fronteiras do País.

Segundo uma pesquisa feita pela UNIFESP, de 170 usuários de crack, 62,3% gostariam de parar de usar. Cerca de 47% dos entrevistados revelaram que se submeteriam a um tratamento da dependência química. Mas 18,8% declararam que gostariam de se submeter a um tratamento que permitisse apenas diminuir o consumo e apenas 18,9% não desejam interromper ou diminuir o consumo da drogas. O dado mais importante é que 34% manifestaram que aceitariam que o tratamento da dependência da droga envolvesse, ocasionalmente, uma internação involuntária.

Uma medida alternativa do Brasil, utilizada pelos Estados Unidos, é de fechar as “cracks houses”, prender os traficantes e internar os viciados. As famosas “cracks houses” surgem pelo fato de as ruas nunca serem território livre para o consumo de drogas, fazendo com que os usuários se abrigassem em casas abandonadas para o consumo. Uma estratégia criada em 1989, na Flórida, gerou a criação de um tribunal especializado em delitos de drogas, oferecendo opção aos viciados flagrados com até 28 gramas de crack ou cocaína, sem terem cometido crimes graves, de escolher entre ser julgado ou ingressar em um tratamento oferecido pelo governo, com o benefício de, após um ano de abstinência de qualquer droga, ter a ficha criminal cancelada. Com isso, a demanda de droga diminuiu e 70% dos usuários abandonaram a criminalidade.